Nosso primeiro beijo foi um selinho rápido na esquina da casa dela depois que a acompanhei no retorno do trabalho. Nosso segundo beijo foi embaixo de uma árvore no Parque do Ibirapuera. Nosso terceiro beijo foi durante um café da manhã improvisado no carro. Daí para frente foram beijos demais se atropelando e J—— foi o amor da minha vida por alguns bons anos.
Foi a pessoa que eu mais amei na vida e ainda que hoje eu não a ame ainda tenho um enorme carinho e sinto sua falta.
E não sei se gosto disso. Hoje somos estranhos, de certa forma, e por isso eu sei que amo o que eu acho que a pessoa que eu amei antes se tornou. Realmente não sei o que estou fazendo. Qualquer ideia sobre isso age como poeira fina acumulada no chão e sai pelas frestas de portas e janelas se faço um movimento próximo.
Eu tentei, por um tempo. E com o tempo acumulei uma gaveta cheia de tentativas que falharam.
