Oi, sumido

Eu sinceramente não sei o que escrever, não tenho sabido há dois anos ou mais. Nesse tempo eu perdi tudo o que conquistei, recomecei, reconstruí, perdi de novo, me apaixonei, desapaixonei, até amei de novo (e sofri – menos e saudável, o que achei muito bom).

Mas o que eu mais fiz nesse tempo foi aprender e talvez também reaprender algumas coisas. Eu aprendi muito, pra caralho, eu errei e corrigi e fui em frente. E hoje eu posso até não estar feliz, mas eu fico feliz. Cara, eu fico triste mas não sou triste mais.

Eu posso, eu consigo. Eu fui lá e fiz.

E tudo o que eu tive que fazer foi chegar no fundo do posso e quase morrer. Não sei exatamente o que eu fiz pra sair dali, foi muita coisa talvez… Mas deu certo. E eu continuo tentando, e indo em frente, e reconstruindo minha vida e minhas coisas. Pelo menos eu me encontrei, eu sei quem eu sou, o que eu quero. Só preciso chegar lá, mas o importante mesmo é a viagem.

Quando eu era moleque eu curti demais Grim Fandango e é uma das minhas histórias favoritas até hoje, mas só muito recentemente eu entendi muita coisa dela.

“Sabe, querida, se há uma coisa que eu aprendi é isso: ninguém sabe o que vai acontecer no fim da linha, então é melhor aproveitar a viagem.”
– Manuel Calavera em Grim Fandango

Foram anos de terapia e remédios. Aprender a andar de novo. Deixar ir tudo o que eu perdi. Comemorar a alta, o desmame, o retorno. Agora… Ainda tenho muito trabalho pela frente, mas é um trabalho normal, suportável. Eu estou feliz.

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