Meu celular quebrou há uns 2 meses. Esse período imposto de abstinência criou em mim um ódio feroz por gente que fica com o celular na mão. E é o tempo inteiro. Todos. Ninguém larga. Tá vendo TV, celular na mão. Vai comer, celular na mão. Vai dormir, pro banheiro, lavar louça, tá lá o celular. Inclusive eu também.
Já é óbvio e faz tempo que dependemos da tecnologia móvel.
E não vejo mal nisso. É nosso próximo passo evolutivo, certeza. Vamos todos virar luz e vagar o cosmos em ondas de informação compartilhada no melhor estilo “Interestelar”, mas, até lá, por favor, enquanto não somos seres imateriais de pura energia e informação, converse com seu amiguinho de carne e osso que está aí perto.
Dê um beijo de boa noite antes de enviar um “boa noite” via WhatsApp nos seus grupos. Preste atenção na sua família (mesmo que eles estejam prestando atenção no celular). E, por fim, lembre-se: se você se sente sozinho, o problema é seu.
Update em 12/08/2015: comprei um celular. Preciso de um, no fim das contas, tenho uma filha e preciso estar disponível. Vamos ver se resisto às tentações.
