Desde que minha esposa foi contagiada pelo amor à música (gosto de pensar que por mim) queremos criar algo juntos. Então ela me deu um ukulele de aniversário, um instrumento que eu sempre quis tocar mas sempre deixei para depois por conta do tempo, da faculdade, do trabalho… É o som mais gostoso que eu já fiz, leve, tranquilo, sincero, emocional.
Quero minha vida daqui pra frente como uma música no ukulele.
Não tenho grandes filosofias para fazer no dia do meu aniversário, nem grandes reflexões sobre meus 27 anos até aqui. Faço-as todos os dias, como acho que deve ser. Comemoro mais um ano fechado vivo e vivendo (tem gente que só sobrevive e gente que só vegeta), que não foi exatamente como eu quis mas foi o melhor que eu poderia querer.
Tenho muita coisa que quis ter, e tenho capacidade para conquistar o resto que ainda quero. Tenho planos e ambições… Tenho a Jacqueline para fazer tudo comigo, e meus pais e irmãs apoiando meu caminho. Vivo confortavelmente, posso ajudar quem eu amo e está precisando, e tenho abraços peludos quentinhos e lambidas sinceras de amor quando eu chego em casa.
São 27 anos perfeitos em suas falhas… Tornei-me quem sou e eu gosto disso.
